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domingo, 8 de abril de 2018

Silêncio gritante


John Krasinski é um ator conhecido por comédias que teve acesso ao roteiro de um longa-metragem de terror e decidiu abraçá-lo como um projeto pessoal. Dedicou-se a reescrever parte do mesmo e, além de atuar, assumiu o papel de produtor executivo e a cadeira de diretor. De quebra, elencou a esposa Emily Blunt no papel feminino principal. Tamanha paixão acabou transparecendo no resultado surpreendente de Um Lugar Silencioso.


Pegando muito emprestado de Tubarão, ao provocar a plateia com o subentendido - o não explícito, e de Alien, o Oitavo Passageiro, com cenas enervantes envolvendo o desconhecido em espaços restritos, a produção também parece muito um filme de M. Night Shyamalan. O ritmo mais lento e o clima latente de medo do diretor indiano são observados neste filme e Kransiski demonstra maestria ao compor sequências, enquadrar imagens e criar conceitos genuinamente apavorantes, que fazem os espectadores prenderem a respiração. Nem que seja para não fazer barulho.

A trilha sonora colabora e a esperta edição de som é um diferencial, jogando muito bem com o papel do silêncio e do som, tema motriz da trama. Com a missão difícil de não se sustentar em diálogos, as atuações são inspiradas, destacando-se a jovem Millicent Simmonds, surda desde a infância, em apenas seu segundo longa-metragem.

Krasinski só não se arrisca em uma reviravolta shyamalesca, mesmo porque aqui seria desnecessária, e também esbarra em alguns pontos que podem facilmente ser alvos de críticas. Sua história simples não deixa de se assemelhar em vários aspectos ao ótimo Sinais e, em ambos, as premissas assumidas, a dinâmica das regras e o próprio funcionamento da sociedade no cenário proposto podem fazer a lógica do filme desmoronar se analisados com um pouco mais de critério.

Seja como for, Um Lugar Silencioso é uma experiência intensa e aterradora, pelos bons motivos, e vale ser visitado por todos fãs de cinema.


Um Lugar Silencioso (A Quiet Place), 2018


domingo, 1 de abril de 2018

Bola quadrada


Em uma época em que as animações são, em sua maioria esmagadora, feitas por computador, é revigorante ver que existe mercado para técnicas tradicionais como o stop-motion com massinhas. Porém, mesmo sendo um chamativo à parte, o formato nunca vai ser mais importante que um bom roteiro.


O Homem das Cavernas tem o visual charmoso de outros lançamentos da Aardman, como Wallace e Gromit, A Fuga da Galinhas e Piratas Pirados!, mas ficam aquém dos mesmos por escorregar no roteiro. Existem os toques únicos e característicos da produtora, e o divertido pombo(papagaio?)-correio é prova de seu potencial. Só que de uma forma geral, as piadinhas são fracas e a história é previsível e pouco inspirada.

Em sua versão dublada, o protagonista que precisa liderar sua tribo da idade da pedra em uma "batalha campal" contra os invasores da idade do bronze ganha voz através do humorista Marco Luque, com direito a piadinha interna desnecessária: "serhumaninho passando!". Seu trabalho só ajuda a expor os diálogos ruins e aumenta a sensação de que este projeto teria se beneficiado se fosse, como o anterior da Aardman Shaun, o Carneiro, um filme mudo.

Apesar de não valer uma ida ao cinema, O Homem das Cavernas é entretenimento garantido para a criançada, e certamente formará um conveniente programa paralelo à Copa do Mundo quando chegar nos serviços de streaming. Ponto para a Era da Informação.


O Homem das Cavernas (Early Man), 2018




sexta-feira, 30 de março de 2018

Aventura no.1

Bem-vindo à tela de configuração, Jogador Nº 1.




Defina suas seleções:


Qualidade Visual: De Cair o Queixo

Qualidade de Efeitos Sonoros: Excelente

Qualidade de Trilha Sonora: Excepcional

Modo História Profunda, Totalmente Coerente e Com Reviravoltas Surpreendentes: Desativado

Modo Personagens Complexos: Desativado

Modo Escapismo Puro: Ativado

Nível de Referências Oitentistas: Insano, incessante e com toda a gama: desde pequenas chamadas visuais escondidas até as explícitas e escancaradas

Nível de Ação e Emoção: Alto

Nível de Diversão: Máximo


Rejogabilidade: Elevado


Pronto, Jogador Nº 1.

Coloque os óculos e aproveite uma legítima aventura spielberguiana como não se via há tempos.


Jogador Nº 1 (Ready Player One), 2018


sábado, 24 de março de 2018

Aniquilando o paradoxo


Os sentimentos são contraditórios. Por um lado, surge a euforia com a oportunidade quase que imediata, sem complicações logísticas nem a dependência de terceiros, para ver um filme que estava na sua lista de mais aguardados do ano. Por outro, uma grande desconfiança, pois um estúdio desistir de lançar uma produção feita para o cinema e vendê-la para um serviço de streaming pode ser mau sinal.

E acontece que só neste primeiro trimestre de 2018 isto ocorreu não só uma vez, mas duas: com O Paradoxo Cloverfield e com Aniquilação.

Como ambos são da Paramount Pictures pode-se imaginar que, após um péssimo 2017 (Monster Trucks, xXx: Reativado, A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell, Baywatch, Transformers: O Último Cavaleiro e Mãe! numa batelada só) a produtora esteja em uma fase de extrema aversão ao risco. Mas, é igualmente estranho não investir nem acreditar em dois títulos que poderiam muito bem pegar carona em dois de seus maiores sucessos de público e crítica em 2016 (e para este blog os dois melhores filmes daquele ano): A Chegada e Rua Cloverfield, 10. Ora, Paradoxo não só compartilha de parte do título do Rua, mas também se passa oficialmente dentro do mesmo universo. E o material inicial de divulgação de Aniquilação apontava fortes semelhanças em atmosfera, ritmo e tema com A Chegada.

Então, com seus dois primeiros títulos do ano tendo uma base sólida para se venderem, por que será que a Paramount desistiu deles? Depois de conferi-los na Netflix, a resposta parece clara: porque um é simplesmente ruim e outro não consegue cativar o público.


O Paradoxo Cloverfield traz um cenário já manjado em Hollywood, um grupo diverso de pessoas preso em uma situação misteriosa e perigosa. E não acrescenta novidade alguma ao mesmo. Pelo contrário, bate nos mesmos clichês e, sendo astronautas-cientistas em uma estação espacial, Paradoxo se parece muito com e comete os mesmos erros de outro filme do ano passado, Vida (que não é ruim e perto deste vira quase uma obra-prima). Raso, desperdiçando um bom elenco e falhando em criar tensão (algumas sequências são risíveis de forma não intencional, embora a trilha sonora insista em criar um clima contrário) o filme ainda tenta impressionar com um tema que é explorado com muito mais propriedade e peso em Rick and Morty (assumidamente comédia). Num ato desesperado, e fruto de refilmagens segundo as más línguas, a produção esticou as cenas que se passam na Terra, tentando fortalecer conexões com o Cloverfield: Monstro original. Mas, só conseguiu deixar os fãs mais confusos.


Aniquilação é um longa que tem um miolo marcado por bom terror/ ficção-científica e que desenvolve conceitos originais com bastante firmeza (além de apresentar a criatura mais assustadora neste gênero desde o Alien de 1979). O problema é que antes do miolo tudo é insípido e após é amargo. O primeiro ato, uma versão de empoderamento feminino para as aventuras típicas de Michael Crichton (onde uma equipe multi-tarefa e de personalidades bem distintas é formada), é superficial, frustando ao não conseguir estabelecer os lastros da realidade por trás da missão e nem se aprofundar nas personagens, apesar do gabarito das atrizes que as vivem. Já o ato final é um primor visual, mas se perde na abstração e se torna uma verdadeira viagem sonífera na maionese. Remete ao pior de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Uns vão argumentar que o importante é a jornada interior da protagonista, cada uma das metáforas - depressão, auto-destruição, etc. Sim, as boas obras de ficção-científica são as que se preocupam em criar metáforas e tornam viagens intergaláticas, multidimensionais ou temporais em um mecanismo para a redenção, realização ou crescimento de personagens. Mas, elas também se sobressaem ao fisgar com sucesso o espectador nos aspectos fictícios, imaginários ou fantasiosos. Talvez seja para o bem de Aniquilação não ter ido para o cinema, pois a internet é mais propícia para que seja descoberto por aquele público específico que gosta de cultuar filmes ditos intelectuais.

A Netflix tem se mostrado uma produtora de conteúdo original de muita qualidade, sobretudo com suas séries. Do ponto de vista prático, não é nada ruim que a mesma possa adquirir os direitos de distribuição de grandes produções destinadas ao cinema e as disponibilizar para seus assinantes com uma janela pequena de lançamento - ou até nenhuma. O que desanima é que parece que isto está só ocorrendo com as "desmerecedoras".

A questão não é torcer para que filmes não sejam vendidos para a Netflix, mas torcer para que os motivos passem a ser mais nobres.


O Paradoxo Cloverfield (The Cloverfield Paradox), 2017




Aniquilação (Annihilation), 2017




sexta-feira, 16 de março de 2018

Desbotando


Depois de três temporadas sólidas e consistentes, a série cult-transformada-em-pop Black Mirror começa apresentar sinais de perda de fôlego. O tom ainda é marcante e muitas ideias são criativas o suficiente para aguçar a curiosidade do espectador, mas talvez a janela mais curta entre a temporada anterior e esta tenha prejudicado o cuidado com os roteiros. Ou pode ser que tenha chegado a hora do criador Charlie Brooker dar oportunidade para outros roteiristas expandirem o universo de Black Mirror, que na verdade parece estar se fechando.

A série continua acima da média, mas o que permeia em geral a quarta temporada é a sensação de um pouco mais do mesmo.

O episódio de abertura, USS Callister, surge com uma nova, e até interessante, roupagem para conceitos já bem definidos e explorados antes, sobretudo nos episódios Natal e Versão de Testes. Arkangel , dirigido por Jodie Foster, traz ares do (muito superior) Toda a Sua História, mas com os perigos ocultos da tecnologia - tema recorrente da série- reduzidos simplesmente a péssimas decisões de uma mãe. Crocodilo, o episódio que tem Islândia como cenário numa belíssima fotografia, acerta quando está desenvolvendo o conceito do capturador de memórias, mas derrapa ao forçar o desencadear das ações, ficando mais parecido com uma passagem de Relatos Selvagens.


Tentando ser o San Junipero da temporada, Hang the DJ é bom, mas opta por se sustentar em uma reviravolta que dá para ser percebida a milhas de distância. Totalmente em preto-e-branco, Metalhead é o menos Black Mirror de todos episódios já feitos - um exercício de gênero ficção-terror, tenso e muito bem executado com uma história simples e direta, se inspirando em Encurralado e Exterminador do Futuro. Por fim, a temporada conclui com Black Museum, um episódio à la Contos da Cripta que escancara as referências à própria série e que se assemelha estruturalmente e conceitualmente a Natal, mais uma vez, e a Urso Branco.

E como as novas histórias se comparam com as demais? Até que se prove o contrário, assim:

01. Toda a Sua História - The Entire History of You (T01, E03), 2011
02. Natal - White Christmas (Especial - T02, E04), 2014
03. San Junipero (T03, E04), 2016
04. Queda Livre - Nosedive (T03, E01), 2016
05. Metalhead (T04, E05), 2017
06. Engenharia Reversa - Men Against Fire (T03, E05), 2016
07. Hang the DJ (T04, E04), 2017
08. Odiados pela Nação - Hated in the Nation (T03, E06), 2016
09. Versão de Testes - Playtest (T03, E02), 2016
10. Manda Quem Pode - Shut Up and Dance (T03, E03), 2016
11. Crocodilo - Crocodile (T04, E03), 2017
12. USS Callister (T04, E01), 2017
13. Urso Branco - White Bear (T02, E02), 2013
14. Black Museum (T04, E06), 2017
15. Arkangel (T04, E02), 2017
16. Hino Nacional - The National Anthem (T01, E01), 2011
17. Volto Já - Be Right Back (T02, E01), 2013
18. Momento Waldo - The Waldo Moment (T02, E03), 2013
19. Quinze Milhões de Méritos - Fifteen Million Merits (T01, E02), 2011

Em tempo, a Netflix já confirmou uma 5a. temporada.


Black Mirror (4a. Temporada), 2017




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Bom, mas não extraordinário


Além de classificados em diversos gêneros e seus sub-gêneros, os filmes costumam também receber informalmente vários rótulos como, por exemplo, "isca do Oscar", "crowdpleaser" (algo como "agrada todos") e "tearjerker" ("arrancador" ou "derramador" "de lágrimas"). Pro bem ou pro mal, muitas vezes o chavão não traduz uma realidade, seja na intenção dos realizadores, seja nos resultados. O recente The Post: A Guerra Secreta que o diga. Tido como uma "isca do Oscar", não foi produzido com esta motivação em mente e, concretamente, acabou recebendo apenas duas indicações.

Extraordinário é um longa facilmente classificável nas três "categorias" exemplificadas.

Embora seja impossível afirmar que algo está sendo produzido para tentar conquistar a Academia, vários dos mesmos ingredientes que levam filmes como The Post a virarem uma "isca do Oscar" se aplicam aqui: um elenco de peso (os queridinhos e anteriormente vencedora e indicado ao Oscar, Julia Roberts e Owen Wilson, além do talentoso e carismático ator mirim, Jacob Tremblay), um tema comovente, o cuidado com a qualidade técnica, a carona em uma obra literária de sucesso, a época de lançamento, o foco do trabalho de divulgação... Enquanto o resultado foi somente a indicação incontestável a Melhor Maquiagem, para as outras duas "categorias" é inegável: o filme realmente agrada e arranca lágrimas. O problema é que as intenções deveriam ser mais ocultas, ou inexistentes, sendo estes efeitos apenas consequências naturais de uma bela história sendo bem contada.


O filme agrada. E faz questão disto. Ao tratar alguns temas pesados, as escolhas são sempre leves e as saídas de conflitos são muito simples. A condição do protagonista Auggie sequer é intitulada e em uma rápida citação é revelado tudo pelo qual o menino passou. Falta uma profundidade não somente nas consequências médicas, mas também nas psicológicas e sociais. Não há o peso de o que é ser tão diferente como ele, nem de quanto sofrimento o levou até ali. A própria questão do bullying na escola é tratada como nos casos corriqueiros (mas não menos importantes), em que crianças e adolescentes acabam sendo más, mesmo sem motivos chamativos.  Poderia-se alegar que a superficialidade advém da escolha por uma narrativa sob a ótica do garoto. Mas, é daí mesmo que surge a maior oportunidade perdida da produção, que decide dividir a história em capítulos, teoricamente com o ponto de vista de outros personagens. Neste momento poderiam entrar outras perspectivas, outras implicações sobre a complexa convivência com esta situação. Mas, o modo Pollyanna continua ligado e, infelizmente, o Rashomon é descartado.

O filme arranca lágrimas. E, sem precisar, faz esforço para isto. É difícil não enxergar que o diretor Stephen Chbosky constantemente manipula as emoções do público, determinando o tempo todo o que o espectador deve sentir, como deve reagir. O próprio tema já é terreno fértil para mexer com as pessoas, mas falta sutileza e, algumas vezes, surge artificialidade.

Para não terminar de forma pessimista, muito longe do tom do filme, vale ressaltar que, com ótimas atuações, uma bela mensagem sobre gentileza e divertidas referências a Star Wars, Extraordinário é um filme tranquilamente recomendável. Com tanta obra cínica no mercado, é mais do que saudável  (é necessário) se deixar cair nas graças de um "feel good movie" (ops, mais um rótulo).


Extraordinário (Wonder), 2017




domingo, 25 de fevereiro de 2018

Noscardamus 2018


Prever os vencedores do Oscar este ano parecia que ia ser uma tarefá mais fácil. Mas, com as outras premiações em andamento e com a maior parte dos filmes entrando em cartaz, a coisa complicou um pouco. Se meu preferido, Dunkirk, certamente não vai levar Melhor Filme, ficou difícil escolher entre o que tem boa chance (e que gostei) e o mais provável (e que não gostei). No fim das contas, o "não gostar" pesou e aumentei o risco de errar a categoria pelo quarto ano consecutivo. Roteiro Original está com uma disputa muito acirrada (entre três, inclusive) e Filme Estrangeiro é uma verdadeira incógnita. Fotografia e Edição podem pregar peças também.


Sem mais delongas, em negrito, meus palpites sobre quem serão os premiados com Oscar.

ATUALIZAÇÃO: os vencedores sublinhados.

FILME
A Forma da Água
Dunkirk
Lady Bird: É Hora de Voar
Corra!
The Post: A Guerra Secreta
Três Anúncios Para um Crime
Me Chame Pelo Seu Nome
Trama Fantasma
O Destino de uma Nação

DIRETOR
Christopher Nolan (Dunkirk)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Greta Gerwig (Lady Bird)
Jordan Peele (Corra!)
Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)


ATOR
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq)

ATRIZ
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Saoirse Ronan (Lady Bird)
Meryl Streep (The Post)
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)

ATOR COADJUVANTE
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para um Crime)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Richard Jenkins (A Forma da Água)

ATRIZ COADJUVANTE
Mary J. Blige (Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi)
Lesley Manville (Trama Fantasma)
Allison Janney (Eu, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

ROTEIRO ADAPTADO
Me Chame Pelo Seu Nome
Artista do Desastre
Logan
A Grande Jogada
Mudbound

ROTEIRO ORIGINAL
A Forma da Água
Lady Bird
Doentes de Amor
Três Anúncios Para um Crime
Corra!


ANIMAÇÃO
Viva – A Vida é uma Festa
Com Amor, Van Gogh
The Breadwinner
O Poderoso Chefinho
O Touro Ferdinando

FILME ESTRANGEIRO
Uma Mulher Fantástica (Chile)
O Insulto (Líbano)
Sem Amor (Rússia)
The Square – A Arte da Discórdia (Suécia)
Corpo e Alma (Hungria)

FOTOGRAFIA
Blade Runner 2049
Dunkirk
O Destino de uma Nação
A Forma da Água
Mudbound

TRILHA SONORA
Star Wars - Os Últimos Jedi
Dunkirk
Trama Fantasma
A Forma da Água
Três Anúncios Para um Crime

CANÇÃO ORIGINAL
Mystery of Love (Me Chame Pelo Seu Nome)
Remember Me (Viva – A Vida é uma Festa)
This is Me (O Rei do Show)
Stand up for Something (Marshall)
Mighty River (Mudbound)


FIGURINO
A Bela e a Fera
Victoria e Abdul - O Confidente da Rainha
Trama Fantasma
A Forma da Água
O Destino de uma Nação

DESIGN DE PRODUÇÃO
A Bela e a Fera
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
O Destino de uma Nação

MAQUIAGEM E PENTEADO
O Destino de uma Nação
Extraordinário
Victoria e Abdul - O Confidente da Rainha

EFEITOS VISUAIS
Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia Vol. 2
Star Wars – Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra
Kong: A Ilha da Caveira


EDIÇÃO
Em Ritmo de Fuga
Dunkirk
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Anúncios Para um Crime

EDIÇÃO DE SOM
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars – Os Últimos Jedi

MIXAGEM DE SOM
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars – Os Últimos Jedi


Como tradição, costumo tirar dos meus palpites as categorias de Documentário e todas as três de Curta-Metragem.

ATUALIZAÇÃO: Já é o 4o. ano consecutivo sem acertar Melhor Filme. Quase desistindo. O percentual geral subiu um pouco, 85%, 17 acertos em 20 categorias. Filme Estrangeiro tava meio complicado mesmo e Efeitos Visuais talvez tenha sido a única verdadeira surpresa da noite. De qualquer forma, foi sensacional ver outro grande momento esperado: Kobe Bryant vencer o seu Oscar. Go Lakers!